O Amazonas aparece como o terceiro estado do país onde há mais trabalhadores informais do que formais, segundo dados divulgados pelo IBGE.
A taxa de informalidade chega a 51,5%, sinal de que mais da metade dos trabalhadores do estado atua sem carteira assinada, sem direitos básicos e sem proteção previdenciária.
O quadro reforça uma realidade que se repete em boa parte do Norte e do Nordeste, regiões que lideram os piores índices do mercado de trabalho brasileiro.
Os números fazem parte da Pnad Contínua do 3º trimestre de 2025 e mostram que o Amazonas divide posição com a Bahia e fica atrás apenas do Maranhão, que lidera o ranking com 57%, e do Pará, com 56,5%.
No total, seis estados vivem situação em que a informalidade supera o emprego formal: Maranhão, Pará, Piauí, Amazonas, Bahia e Ceará.
Norte e Nordeste concentram cenário mais grave da informalidade
A média nacional de informalidade é de 37,8%, mas todos os estados do Norte e Nordeste ultrapassam esse patamar. Juntas, as duas regiões concentram 41% de toda a mão de obra informal do país.
A explicação, segundo analistas, passa por fatores estruturais como baixa escolaridade, baixo rendimento e menor diversificação econômica — fatores que empurram milhões para atividades sem registro.
Em números absolutos, o Brasil contabiliza 38,7 milhões de trabalhadores informais e 6,1 milhões de desempregados. Somados, representam 44,8 milhões de brasileiros em situação de vulnerabilidade no mercado de trabalho.
O contraste aparece quando se observa estados como São Paulo, Distrito Federal e Santa Catarina, que têm as menores taxas de informalidade, todas abaixo de 30%.
O IBGE lembra ainda que receber benefícios sociais não impede alguém de ser considerado parte da força de trabalho.
Muitos beneficiários conciliam programas como Bolsa Família e BPC com atividades informais, como motoristas de aplicativo, vendedores ambulantes ou trabalhos eventuais — um retrato claro da dificuldade de acesso a empregos formais.
Mesmo com leve recuo nacional em 2025, a informalidade segue sendo um dos maiores desafios do país. No caso do Amazonas, o dado não apenas preocupa: ele evidencia a urgência de políticas que combinem qualificação profissional, desenvolvimento regional e geração de empregos formais para reduzir a dependência histórica da informalidade.
Fonte: Real Time 1.
Foto: Divulgação


