Inpa anuncia R$ 3,7 milhões para revitalizar atrativos e popularizar a ciência, durante celebração de 31 anos do Bosque da Ciência

Três milhões e setecentos mil reais é o valor que será aplicado em três projetos para revitalizar acervos expositivos, melhorar espaços atrativos do Bosque da Ciência e renovar  estruturas de pesquisa, fortalecendo a educação e a popularização da ciência. O anúncio foi feito pelo diretor do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI), Henrique Pereira, durante a solenidade de comemoração dos 31 anos do Bosque da Ciência, realizada na quarta-feira (1º), data de inauguração.

A cerimônia contou com a participação de jornalistas, políticos e representantes da docência, da magistratura e do setor empresarial. Os homenageados receberam menção honrosa em reconhecimento à parceria e contribuição para a popularização da ciência do Bosque, o primeiro parque verde urbano de Manaus.

Do total do recurso a ser aplicado nos projetos, R$ 1,2 milhão será investido para viabilizar a modernização do Auditório da Ciência e para preparar o Centro de Estudos de Quelônios da Amazônia (Cequa) para receber a nova expografia. Para o fortalecimento das atividades de extensão do Inpa, por meio da concessão de bolsas e da produção de documentários para ampliar o alcance da ciência produzida pela instituição, serão destinados R$ 1,1 milhão. Outro projeto prevê um investimento de R$ 1,4 milhão para modernizar e aprimorar ainda mais a experiência de visitação no Bosque da Ciência.

De acordo com o diretor, os projetos já contam com financiamento da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e com recursos próprios do Inpa. Pereira ressalta, ainda, que no último ano  foi elaborado outro projeto para o Bosque, que busca requalificar integralmente o espaço científico-cultural, com o objetivo de intensificar sua atuação na popularização da ciência e na conservação da Amazônia, ao mesmo tempo em que se ampliam as ofertas de educação, arte, cultura, lazer e contato com a natureza.

“O Bosque oferece uma experiência completa e única de contato com a natureza. É um ambiente seguro, não somente para os mais jovens, mas também para estudantes e famílias; todos aproveitam essa possibilidade e nunca é tarde para você descobrir a riqueza da Amazônia”, disse o diretor. “Além disso, o Bosque é uma estratégia de estímulo à carreira científica, uma experiência que pode mudar trajetórias de vida, como temos observado em depoimentos de novos pesquisadores do Inpa”, completou.

 

Comemorações

O chefe do Bosque da Ciência, Jorge Lobato, reforça que o evento comemora a consolidação do espaço, sua contribuição para a popularização da ciência e homenageia os parceiros. “Hoje é dia de alegria, mas também de falar da importância desse espaço florestal na maior metrópole da Amazônia, para o lazer, a educação e a popularização da ciência.

A aluna de doutorado em Entomologia, Iris Andrade, é uma das expositoras sobre as abelhas sem ferrão do Inpa e fala sobre a importância das abelhas nativas para o ecossistema. “Elas são espécies-chave para que o ecossistema funcione. Então, se não houver abelha, por exemplo, não vai haver café, acerola, açaí, que dependem de várias abelhas; então, a polinização é o ponto-chave dessas abelhas, principalmente nossas abelhas nativas, as abelhas sem ferrão”, explicou a bióloga.

A artesã e fotógrafa Júlia Halley, mãe de Murilo (6), Pérola (8) e Maria Júlia (14), também acompanhou as exposições e as atividades especiais de aniversário do espaço. Frequentadora assídua desde a infância, a artesã revela sentir grande carinho pelo Bosque da Ciência. “Hoje trouxe meus filhos para que também apreciem a biodiversidade e entendam a importância da Amazônia. Estou feliz em celebrar os 31 anos do Bosque, participando das atividades e compartilhando essa paixão com a minha família”, disse.

 

Homenagens

 

O Bosque reconheceu 50 personalidades que usaram sua influência e seu papel para dar visibilidade às ações de educação científica, de lazer e de popularização da ciência, e para apoiar esse importante museu vivo de Manaus. Veja a lista dos homenageados no link.

Entre os homenageados, o jornalista Cristovão Nonato, do Jornal FM do Povo e do Portal Cultura Norte, que considera o Bosque uma escola fundamental para que jornalistas entendam a biodiversidade, o clima global e os desafios ambientais. O profissional relembra a importância do parque, que abriu uma janela para a imprensa, fornecendo informações cruciais sobre esses temas e contribuindo para a divulgação do conhecimento científico. “Participei da inauguração do Bosque e, como âncora, transmiti a notícia no Jornal da Cultura.”

 

Sobre o Bosque da Ciência 

 

Fundado em 1º de abril de 1995, o Bosque da Ciência é o primeiro parque verde urbano de Manaus. É um fragmento florestal de quase 13 hectares (equivalente a 13 campos de futebol), que integra a Área de Proteção Ambiental (APA Manaós), localizada na área central da capital amazonense. Nesse museu de ciências ao ar livre, onde natureza, educação e ciência se encontram, o visitante pode relaxar e aprender em contato com a natureza, conhecer de perto animais e plantas, além de pesquisas e tecnologias desenvolvidas pelo Inpa que visam proteger a floresta, seus povos e desenvolver a Amazônia de forma sustentável.

Em pouco mais de três décadas de existência, o Bosque recebeu mais de 2,5 milhões de visitas, entre moradores locais, estudantes e turistas nacionais e estrangeiros. Só em 2025 foram mais de 140 mil visitas, um recorde desde 2012, neste local que também se configura como um importante experimento urbano, demonstrando que é possível a convivência da floresta com a cidade no mesmo espaço.

Fonte: Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia – INPA/Governo Federal.

Foto: Kaylane Golvin/ Ascom Inpa

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