Comércio de Manaus registra Páscoa aquecida e supera expectativas em 2026

O comércio varejista de Manaus encerrou a Páscoa de 2026 com desempenho positivo e acima das expectativas, confirmando o aquecimento já sinalizado na pesquisa prévia de intenção de compras. De acordo com a Sondagem Empresarial realizada pelo Instituto Fecomércio de Pesquisas Empresariais do Amazonas, 74% dos estabelecimentos registraram melhora nas vendas em relação ao mesmo período de 2025.

O levantamento, realizado entre os dias 7 e 8 de abril com uma amostra de 53 empresas, mostra que 61% dos lojistas tiveram crescimento no faturamento, sendo que 38% avançaram entre 5% e 10% e outros 23% apresentaram desempenho ainda mais expressivo, com alta superior a 10%. Por outro lado, 30% mantiveram estabilidade e apenas 9% registraram queda, indicando que o saldo geral da data foi amplamente favorável ao setor.

O resultado também superou as expectativas dos empresários: 83% afirmaram que as vendas atingiram ou ultrapassaram o esperado, sendo 49% dentro da previsão e 34% acima. Apenas 17% relataram desempenho abaixo do projetado. Na avaliação do IFPEAM, os números consolidam a Páscoa como uma das datas mais relevantes para o varejo local, mesmo diante de um cenário de preços mais elevados.

Entre os principais vetores de crescimento, destacam-se fatores internos ao próprio comércio. As promoções foram apontadas por 75% dos entrevistados como decisivas para impulsionar as vendas, seguidas pelo maior fluxo de consumidores (40%) e pelo calendário favorável (28%). O aumento na circulação de clientes, aliás, foi confirmado por 78% dos lojistas, sendo 53% com percepção de fluxo maior e 25% muito maior que no ano anterior.

No que diz respeito ao mix de produtos, os chocolates em barra e bombons lideraram com ampla vantagem, citados por 83% dos empresários como os itens de maior saída. Em seguida aparecem os ovos de Páscoa (36%), cestas de chocolate (13%) e produtos artesanais (11%), evidenciando uma diversificação nas escolhas do consumidor, que já havia sido apontada na pesquisa prévia.

O comportamento do consumidor também refletiu um cenário de maior cautela. Mais da metade dos clientes (53%) optou por produtos mais baratos, enquanto 28% mantiveram o padrão de consumo e 19% substituíram itens por versões menores.

Atrativos para a venda

As estratégias adotadas pelos lojistas acompanharam esse perfil mais sensível a preços. Os descontos diretos foram o principal atrativo utilizado pelos empresários (62%), seguidos pela divulgação nas redes sociais (42%) e pela oferta de combos e kits promocionais (36%). Em relação aos preços, 92% dos estabelecimentos realizaram reajustes, sendo 51% alinhados à inflação e 41% acima dela, enquanto uma parcela menor optou por manter ou reduzir valores para estimular as vendas.

No pagamento, predominou o uso de modalidades à vista, com destaque para Pix (58%), seguido por cartão de crédito à vista (43%) e débito (42%). O parcelamento teve menor participação (11%), seguido por dinheiro (4%).

A pesquisa completa está disponível no site: www.fecomercio-am.org.br

Fonte: Instituto Fecomércio de Pesquisas Empresariais do Amazonas (IFPEAM).

Foto: Reprodução

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