Coluna Mais Negócios – Top Frozen reforça estratégia de crescimento com expansão industrial

O açaí consolidou-se como uma das principais cadeias produtivas da bioeconomia brasileira. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Amazonas é o segundo maior produtor nacional de açaí oriundo do extrativismo vegetal, com 143,9 mil toneladas em 2024 e movimentação de R$ 141,6 milhões. Nesse cenário, a Top Frozen Açaí avança em sua estratégia de crescimento ao ampliar sua capacidade industrial, diversificar produtos e fortalecer novos canais de comercialização.

Após 17 anos de atuação, a empresa inaugurou, em 2026, a expansão da unidade fabril de Manacapuru, que passa a operar em conjunto com a fábrica de Manaus, aberta em 2020. O objetivo é aumentar a capacidade produtiva e atender à crescente demanda dos mercados nacional e internacional.

O investimento também acompanha a evolução do mercado do açaí, que deixou de ser consumido apenas como sobremesa ou bebida gelada para ganhar espaço em diferentes formatos de consumo. Essa mudança amplia as oportunidades para empresas que conseguem inovar no portfólio e diversificar seus canais de distribuição, agregando valor a um dos principais produtos da bioeconomia amazônica.

“O crescimento sempre aconteceu de forma planejada. Expandimos nossa unidade de Manacapuru para aumentar a capacidade produtiva e atender mais clientes no Brasil e no exterior”, afirma a CEO da Top Frozen, Andreia Joseane de Souza Mattos.

Outro movimento estratégico foi a verticalização da produção. Ao fabricar a própria polpa de açaí, a empresa passou a controlar todas as etapas do processo produtivo, reforçando padrões de qualidade e segurança alimentar.

A expansão também alcança a área comercial. Além das lojas, a empresa lançou uma linha de produtos voltada para revendedores, ampliando os canais de distribuição. “Estamos lançando produtos para revendedores e, nos próximos meses, apresentaremos novos sabores e produtos de prateleira”, destaca Andreia.

Atualmente, a rede possui 12 unidades, entre lojas próprias e franquias, além de uma rede de revendedores. A estratégia é combinar diferentes modelos de negócios, mantendo crescimento gradual e controle da operação.

“Nós testamos cada formato antes de expandir. Hoje trabalhamos com unidades próprias, franqueadas e revendedores porque cada modelo atende a uma necessidade específica do mercado”, explica.

Não se trata apenas de ampliar a produção, a estratégia da empresa busca fortalecer um modelo de negócios baseado na verticalização, na diversificação do portfólio e na expansão dos canais de venda. A combinação entre indústria, varejo, franquias e revendedores amplia a competitividade da marca e cria novas oportunidades para empreendedores que desejam atuar no segmento de alimentos regionais.

Associada à Associação Brasileira de Franchising (ABF), a empresa aposta em uma expansão sustentável, apoiada na valorização da identidade amazônica e na diversificação dos negócios. “Acreditamos em um crescimento orgânico e sólido. Nosso foco é ampliar a produção junto com empresas parceiras e nossos revendedores”, conclui.

 Votorantim investe R$ 260 milhões e amplia produção no Tocantins

A Votorantim Cimentos investirá R$ 260 milhões na ampliação de sua fábrica em Xambioá (TO), elevando em 50% a capacidade de produção da unidade a partir de 2028. O projeto integra o plano de R$ 5 bilhões da companhia para fortalecer suas operações no Brasil.

O investimento reforça uma tendência de expansão industrial para além do eixo Sul-Sudeste. A iniciativa deve gerar empregos, movimentar a cadeia de fornecedores e fortalecer a economia do Tocantins, além de ampliar a competitividade e o abastecimento de cimento nas regiões Norte, Centro-Oeste e Nordeste. O aporte confirma uma tendência de descentralização dos investimentos industriais no país, favorecendo outros estados.

 

A corrida pelos chips de IA agora também acontece nas bolsas

A corrida global pela inteligência artificial não mobiliza apenas laboratórios e fábricas. Também está movimentando bilhões de dólares nos mercados financeiros. A sul-coreana SK Hynix concluiu a maior oferta recente de ADRs de uma empresa estrangeira nos Estados Unidos, levantando US$ 26,5 bilhões, enquanto a chinesa Biren Technology prepara uma abertura de capital em Hong Kong para captar até US$ 838 milhões.

As duas operações mostram que a disputa pelos semicondutores vai além do desenvolvimento de chips. O foco agora também está na capacidade de financiar novas fábricas, ampliar a produção e garantir o domínio das cadeias globais de suprimentos. Empresas como a SK Hynix produzem memórias HBM, essenciais para os aceleradores utilizados em inteligência artificial, enquanto a Biren desenvolve GPUs voltadas à IA, à computação de alto desempenho (HPC) e aos data centers.

O Brasil também precisa estar atento a essa nova realidade. Será cada vez mais estratégico participar da cadeia de valor dessa indústria – em pesquisa, encapsulamento, materiais avançados e aplicações industriais. Caso contrário, o país continuará como consumidor de tecnologias desenvolvidas, produzidas e financiadas no exterior.

Brasil reage ao tarifaço e aposta na diversificação das exportações

A decisão da ApexBrasil de preparar um plano de R$ 130 milhões para ampliar a presença dos produtos brasileiros em novos mercados mostra que a resposta às tarifas de 25% impostas pelos Estados Unidos passa também pela diversificação das exportações. Desenvolvida em parceria com 57 entidades setoriais, a iniciativa busca reduzir a dependência de mercados tradicionais e fortalecer a competitividade das empresas brasileiras no comércio internacional.

Para o Polo Industrial de Manaus (PIM), o cenário permanece, até o momento, relativamente resguardado, pois, a maior parte da produção do polo é destinada ao mercado interno, reduzindo a exposição direta às novas tarifas. Ainda é cedo para medir eventuais impactos, mas a estratégia anunciada pela ApexBrasil reforça que ampliar mercados e aumentar a competitividade será cada vez mais importante para a indústria brasileira – inclusive para o PIM.

Quectel reforça ecossistema de inovação do Polo Industrial de Manaus

A Quectel Wireless Solutions, uma das líderes globais em soluções para Internet das Coisas (IoT), inaugurou oficialmente seu novo Centro de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) em Manaus. A unidade desenvolverá soluções para automação industrial, medição inteligente, rastreamento de ativos e outros segmentos, além de prestar suporte técnico aos clientes da América Latina.

Segundo a empresa, a escolha de Manaus levou em conta o ecossistema tecnológico já consolidado, a disponibilidade de profissionais qualificados e a proximidade com importantes fabricantes instalados no Polo Industrial de Manaus (PIM).

A chegada da Quectel reforça a evolução do PIM para atividades de maior valor agregado, ampliando o ambiente de inovação ao lado de institutos como INDT, Sidia e Eldorado, além de fortalecer o papel de Manaus não apenas como polo fabril, mas também como centro de desenvolvimento de tecnologias voltadas à transformação digital e à Internet das Coisas.

 

 

RÁPIDAS & BOAS

A Universidade Federal do Amazonas (UFAM) está com processo seletivo para ingresso no primeiro semestre letivo de 2027 no Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Direito (PPGDir), em nível de mestrado. O programa tem como área de concentração ‘Constitucionalismo e Direitos na Amazônia’. Segue link para informações e inscrições (https://tinyurl.com/3ux7p5dm).

 

 Nos dias 28 e 29/7, no Samsung OCEAN Manaus, das 9h às 17h, acontece o evento ‘IA como Catalisadora: Repensando a Saúde da Amazônia’, que reunirá MIT, Harvard, USP, UEA, UFAM e Samsung Ocean para discutir um tema urgente: como construir uma IA em saúde que seja feita com a população amazônica, e não imposta a ela. As inscrições são gratuitas e feitas pelo link (https://tinyurl.com/yu8j6jve).

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