Amazonas movimenta US$ 1,79 bilhão no comércio exterior

O comércio exterior do Amazonas movimentou US$ 1,79 bilhão em maio de 2026, segundo levantamento da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti). Do total, US$ 102,75 milhões correspondem a exportações e US$ 1,69 bilhão a importações.

O resultado confirma o peso do Polo Industrial de Manaus (PIM) na dinâmica econômica do estado. A maior movimentação ocorreu na importação de insumos industriais, especialmente produtos classificados como “outros suportes gravados, para reprodução de fenômenos diferentes de som ou imagem”, fornecidos pela China. Esse item movimentou US$ 91,53 milhões, o equivalente a 15,76% das importações originadas do país asiático.

Entre as exportações, o destaque foi o envio de ouro, incluindo ouro platinado, para a Alemanha, com movimentação de US$ 17,66 milhões. A exportação de ferronióbio para a China também teve valor expressivo, de US$ 14,33 milhões, representando 84,81% da pauta exportadora amazonense para aquele mercado.

No acumulado de janeiro a maio, as importações do Amazonas chegaram a US$ 7,49 bilhões. Os chamados bens intermediários responderam por US$ 6,33 bilhões, quase 85% do total, reforçando a dependência da indústria local de componentes e insumos vindos de fora.

O secretário da Sedecti, Gustavo Igrejas, afirmou que a pauta de importações elevada tem relação direta com os bens intermediários necessários à produção no Polo Industrial de Manaus. Para ele, o maior volume de insumos acompanha o crescimento da produção local.

A leitura econômica é positiva, mas exige cautela. A movimentação bilionária mostra força industrial, emprego e circulação de riqueza. Ao mesmo tempo, revela dependência de importações, vulnerabilidade cambial e concentração produtiva em cadeias industriais que dependem de estabilidade tributária e logística.

A crítica é que o Amazonas precisa usar a força do PIM para diversificar sua base econômica. Importar insumo, montar produto e exportar pouco ainda é um modelo limitado. O estado precisa avançar em inovação, pesquisa, fornecedores locais, bioeconomia e produção com maior valor agregado. Comércio exterior forte é bom; dependência estrutural sem estratégia é risco.

Fonte: Real Time 1.

Foto: Reprodução

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