Gustavo Saldanha, de São Paulo, toca sete instrumentos musicais e tem facilidade com tecnologia. Ele foi um dos vencedores de uma competição indiana que nomeia anualmente talentos em diversas áreas da ciência e das artes
Em 2018, aos 5 anos, Gustavo aprendeu a cantar cinco músicas dos Beatles para a apresentação do Dia das Mães na escola. Foi aí que seu desempenho começou a chamar atenção: ele decorava rapidamente as letras, mesmo sem saber inglês.
Da hora de acordar ao momento de dormir, a trilha sonora da casa dos Saldanha ficava a cargo da banda de Liverpool. Nos momentos de lazer, o menino passou a comparecer a apresentações de conjuntos cover e a fazer aulas de violão e guitarra.
No início da pandemia, no entanto, os shows foram interrompidos, e a escola cancelou as atividades presenciais. O que parecia um caminho para o tédio acabou sendo uma oportunidade para descobrir uma nova paixão: tecnologia.
“Em pouco tempo, meu filho já estava apaixonado pelas plataformas de reunião, como Zoom e Google Meet. Começou até a mexer nos sistemas operacionais e a transformar Windows em Mac”, diz Luciane. “Aí, a gente falou: nossa, as crianças estão entediadas em casa, querendo voltar para a escola, e nosso filho curtindo o desenvolvimento na tecnologia nessa velocidade? Estava estranho.”
Os pais do menino procuraram, então, um centro de apoio a crianças com desenvolvimento intelectual acelerado em São Paulo.
Depois de 5 dias de testes on-line, os especialistas descobriram que ele tinha um QI elevado: alcançou 99 de percentil de acertos no WAIS III, uma das avaliações de inteligência mais conceituadas do mundo.
E quais são os sonhos do pequeno ‘gênio’ ?
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Gustavo Saldanha quer ser empresário — Foto: Arquivo pessoal
“Meu filho é fascinado pelos bastidores das novelas e dos jornais. Tem dia em que ele acorda e já coloca terno e gravata para ficar em casa”, diz Luciane.
O menino tem “sonhos empresariais”: quer criar a “Gustavo Saldanha Animation Studios”, com restaurante, teatro, casa de shows e emissora de TV.
“Se ele conseguir um terço disso, já está bom, né? Mas é coisa para o futuro. Agora, o foco é tocar músicas no Natal”, brinca a mãe.
Fonte: G1


