Campanha amplia a participação de mulheres na tecnologia

Pense nos cientistas que você conhece, até os da ficção. Para ficarmos em dois, citemos o Professor Pardal, da Disney, e o Franjinha, da Turma da Mônica. São rapazes, no caso. E não por acaso, pois, no mundo real, a presença das mulheres na tecnologia também é restrita. Para mudar isso, a Intel Brasil realizou em março uma campanha junto com a ONG PrograMaria, cuja missão é justamente a de empoderar o gênero feminino na seara tecnológica.

Assim, foi criada a ação #MaisMulheresNaTecnologia, que, no mês do Dia Internacional da Mulher, promoveu atividades para aumentar a participação delas na área.

Um dos eventos da campanha reuniu só mulheres em um Editatona. Trata-se de um evento empreendido para editar verbetes da Wikipédia.

Em geral, esse projeto de enciclopédia da web é dominado pelos homens. Os artigos biográficos de seu conteúdo que se referem a mulheres são minoria (17%).

Verbetes na Wikipédia

Então, no dia 9 de março, das 9h às 13h, a Intel e a PrograMaria organizaram, na Fiap-SP, o primeiro Editatona sobre mulheres nas áreas STEM (ciências, tecnologia, engenharia e matemática, na sigla em inglês).

Dessa maneira, seu intuito foi o de dar mais visibilidade a elas nos verbetes relativos a esses campos de estudo e atuação profissional.

Contudo, além de escrever sobre mulheres na tecnologia, nada melhor que dar a elas novas oportunidades nessa área de conhecimento.

Dessa forma, a ação #MaisMulheresNaTecnologia também coordenou a oficina “Meu Primeiro Bug”, que ocorreu em dois finais de semana, em 16 e 23 de março, na Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha, em São Paulo.

Nesses encontros, alunas do ensino médio com idades entre 14 a 18 anos, preferencialmente de escolas públicas, aprenderam fundamentos de programação, em especial o desenvolvimento web (HTML e CSS) para publicar uma página na rede.

Por sinal, as mulheres na tecnologia representam pouco mais de um terço (35%) entre os matriculados nos cursos superiores de STEM.

Prêmio Nobel

O percentual é menor (28%) se contabilizarmos o número delas entre os pesquisadores do mundo.

Aliás, isso se reflete até na desproporção entre mulheres e homens ao analisarmos os ganhadores do Prêmio Nobel em física, química e medicina: elas levaram 17, enquanto eles ficaram com 572.

Diante desse quadro, a Intel lançou, em janeiro de 2015, a Iniciativa de Diversidade na Tecnologia. Por meio dela, estabeleceu metas de contratação e retenção para aumentar a representatividade das mulheres na área.

Fonte: Catraca Livre

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