Com fábrica em Manaus, BYD avalia novo aporte de R$ 500 milhões para avançar na produção de baterias no Brasil

Com fábrica em Manaus, BYD avalia novo aporte de R$ 500 milhões para avançar na produção de baterias no Brasil

Gigante chinesa pode ampliar operação existente no PIM ou construir uma nova fábrica no Brasil; projeto reforça avanço da cadeia de eletrificação e armazenamento de energia

A transição energética global segue abrindo novas oportunidades para a indústria brasileira, e Manaus aparece novamente entre os polos estratégicos nessa transformação.

A BYD, uma das maiores empresas de tecnologia e eletrificação do mundo, planeja investir até R$ 500 milhões na produção de sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS) no Brasil. O projeto ainda está em fase de avaliação e poderá seguir diferentes caminhos: ampliar a estrutura já existente da companhia no Polo Industrial de Manaus (PIM), ir para outra planta brasileira, ou resultar na implantação de uma nova unidade industrial em outra região do país.

A definição dependerá de estudos técnicos, estratégicos e regulatórios, mas esse investimento reforça um ponto importante: Manaus já integra a cadeia nacional de baterias da empresa.

Desde 2020, a BYD mantém no PIM uma unidade voltada à produção de baterias de fosfato de ferro-lítio (LiFePO4), tecnologia utilizada especialmente em soluções de mobilidade elétrica, como ônibus elétricos. A instalação marcou a entrada da capital amazonense em uma das cadeias industriais consideradas mais estratégicas da nova economia.

Agora, o novo investimento foca outro mercado em forte expansão: o armazenamento de energia. Os sistemas BESS permitem armazenar eletricidade gerada por fontes como solar e eólica, ajudando a equilibrar oferta e consumo e aumentando a eficiência das redes elétricas.

Para o PIM, essa ação acontece em um momento em que o modelo busca ampliar sua participação em setores de maior valor tecnológico, como eletrificação, componentes avançados, energia limpa e novas cadeias industriais.

Além da experiência produtiva acumulada em eletroeletrônicos, o PIM reúne fornecedores, mão de obra industrial especializada e os diferenciais competitivos da Zona Franca de Manaus (ZFM) fatores que podem pesar em projetos ligados à indústria do futuro.

A decisão final da BYD ainda não foi anunciada, mas a disputa por investimentos dessa natureza mostra que a nova corrida industrial não envolve apenas produzir mais: envolve dominar tecnologias essenciais para uma economia cada vez mais elétrica, conectada e sustentável. E Manaus já faz parte dessa rota. Isso já é bem importante!

Cristina Monte é jornalista, colunista e analista de negócios, especializada na cobertura de indústria, inovação e desenvolvimento econômico na Amazônia.

FOTO/DIVULGAÇÃO – BYD

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