Com produção em Manaus, Positivo entra na corrida dos computadores com inteligência artificial

Além dos softwares e serviços digitais, a inteligência artificial começa a transformar também a forma como equipamentos são desenvolvidos e produzidos. Depois dos celulares inteligentes e da computação em nuvem, uma nova etapa tecnológica começa a ganhar força no mercado global: os computadores preparados para operar com inteligência artificial.

Os chamados AI PCs representam uma nova geração de equipamentos desenvolvidos para processar aplicações de IA diretamente nos dispositivos, garantindo mais velocidade, eficiência e segurança. Essa evolução é impulsionada pelos processadores com NPU (Unidade de Processamento Neural), projetados especificamente para executar tarefas de inteligência artificial.
E o Polo Industrial de Manaus (PIM) também acompanha essa tendência.

A Positivo Tecnologia, uma das maiores fabricantes brasileiras de computadores, passa a atuar nesse novo segmento utilizando sua operação industrial em Manaus como parte estratégica dessa evolução tecnológica.
A iniciativa coloca o PIM dentro de um movimento que já envolve as maiores fabricantes globais de tecnologia: levar inteligência artificial para dentro dos próprios dispositivos e ampliar a capacidade de processamento local.
Para um polo que há décadas tem papel relevante na produção de eletroeletrônicos do país, acompanhar essa mudança representa uma oportunidade de avançar em cadeias de maior valor agregado, aproximando manufatura, engenharia, pesquisa e inovação.
O mercado sinaliza uma transformação importante. A expectativa é que os AI PCs ganhem espaço nos próximos anos, impulsionados pela renovação dos equipamentos corporativos e pela necessidade das empresas de incorporar ferramentas de inteligência artificial às suas operações.

Mas essa nova etapa também traz desafios. A evolução da indústria passa pela necessidade de ampliar investimentos em automação, qualificação profissional, desenvolvimento tecnológico e fortalecimento de fornecedores preparados para atender às novas demandas.

A oportunidade agora é transformar essa capacidade fabril em uma participação maior nas etapas de desenvolvimento, engenharia, software e pesquisa, aumentando o valor gerado dentro da própria região.
O próximo ciclo industrial será marcado pela capacidade de transformar tecnologia em conhecimento, inovação e novos negócios, e Manaus está no game!

Cristina Monte é jornalista, colunista e analista de negócios, especializada na cobertura de indústria, inovação e desenvolvimento econômico na Amazônia.

FOTO/DIVULGAÇÃO – Positivo Tecnologia

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