Cuidado com gente tóxica

Sabe quando tá aquela reunião com um clima gostoso e chega aquele colega que leva pra baixo toda a harmonia e bem-estar do grupo? Geralmente gente assim é sempre do contra, discorda de tudo e nunca está feliz com nada. Se está desempregado e consegue emprego, rapidamente reclama que ganha pouco, se é casado fala mal da companheira, só abre a boca pra falar algo negativo de alguém e por aí vai. Essas pessoas são tóxicas, porque envenenam o ambiente com a presença desagradável e contaminam todos ao seu redor com seu mal humor.

Mas, em princípio, são pessoas simpáticas (quando lhes convêm), o que dificulta nosso senso de julgamento! Ficamos na dúvida se é impressão ou se estamos sendo cruéis. Até que dia após dia o tóxico vai espalhando o veneno aos poucos e a dúvida desaparece, revelando um ser doente, triste e frustrado.

Envenenando a presa

Um ponto interessante de uma pessoa tóxica é que ela é manipuladora e inteligente! Ela sabe muito bem ir enrolando a vítima, se fazendo de coitado, e sabe muito bem quem pode envenenar e que acaba caindo na sua armadilha, geralmente são os seus subordinados e/ou dependentes.

Por exemplo, se você trabalha para uma pessoa assim, ela sempre vai ficar atrasando o pagamento. Vai pagando aos poucos, inventa outros projetos, mas está sempre devendo.  Ou promete mundos e fundos pra te dar fôlego e te motivar com algo que nunca vai existir, pelo menos não da maneira que foi prometido. Essa é a estratégia pra te manter sempre preso à sua teia.

Reconhecendo o tóxico

Gente assim sabe-de-tudo, está sempre certa e você que “interpreta mal”. Na boca do tóxico a mentira é seu maior companheiro. Se faz de vítima o tempo todo, ao passo que se sente acima de todos.  Outra característica que o tóxico possui é nunca conseguir falar “obrigada”, “por favor”, “sinto muito”, “perdão” ou qualquer outra expressão que mostre um pingo de humanidade.

Até o modo de dar um oi, carrega um peso no tom da voz. Elas te procuram enquanto precisam de você pra alguma coisa, depois simplesmente te descartam sem um pingo de cerimônia. Afinal, pra quê se você não é mais útil?

Convivendo com gente tóxica

Há pouco tempo tive que conviver (em algumas ocasiões) devido a um projeto com participação de uma pessoa tóxica. Logo percebi a manipulação com os demais membros da equipe, a falta de empatia e insatisfação com tudo, também notei uma necessidade constante de autoafirmação.

Era sempre preciso dizer que era melhor nisso, naquilo, que tinha feito isso e aquilo. Se usava, inclusive, de amizades influentes para mostrar seu grau junto ao que ele chama de alta sociedade, geralmente grupo de políticos. Apesar de ser uma pessoa com certa idade e não ter conquistado grandes coisas, principalmente a sabedoria de vida, tão cheia de riquezas.

Era uma vã tentativa de impressionar, se mostrando superior aos demais! Por mais que eu procurasse me empenhar nas atividades, trazer oportunidades ou encontrar soluções nunca, nunca fazia qualquer diferença ou provocava um leve sorriso num dos cantos dos lábios…

Então, no fundo, comecei a ficar triste por ela, porque deve ser um mundo escuro, sem brilho, sem flor, sem cor, sem pássaro, sem sol, sem vida.  Ainda continuei sendo proativa, mas chegou a um ponto que percebi que deveria me proteger. Uma vez eu estava feliz numa situação e a tal da pessoa me ligou e o simples “bom dia”, dito de forma intimidadora me deixou pra baixo. Estaria eu me contaminando com esse vírus mortal?

Senti que ali era o momento do game over! Não haveria como a semente da amizade, solidariedade ou compaixão brotar. Era o fim, pois ou eu pularia fora ou seria infectada! A gente não muda ninguém! Quem era eu pra tentar ajudar uma pessoa arrogante e que se achava acima de tudo?

Toxicidade nível mil

Se estar próximo a uma pessoa assim nos coloca pra baixo, como um capacho, imagina a mente desse ser? Ter que conviver consigo mesmo?

Quando reconhecer uma pessoa tóxica, lembre-se que há muita tristeza, frustração e sofrimento por traz. Por mais difícil que seja tentar entender o tóxico, esse é o ponto de partida pra gente aprender a lidar com esse perfil, desenvolver empatia e até tentar ajudar de alguma forma, mas isso não significa que a gente deva suportar suas intempéries. Às vezes, a gente consegue fazer uma abordagem amistosa e a pessoa se desarma, se torna mais solidária e até vira amiga…

Mas, o tóxico é um doente que precisa de tratamento psicológico. Precisa de afeto e carinho, mas – antes de tudo – precisa querer se tratar! Assumir que não está bem, que não convive bem com as pessoas ou com a maioria delas pode ser o início de uma transformação! Enquanto esse click não ocorre, o melhor que podemos fazer é ficar distante e permanecermos saudáveis. Afinal cada um de nós está no seu tempo, no seu processo de aprendizado!

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