Ele trabalhou como lavador de pratos e hoje fatura R$ 17 milhões com rede de restaurante

Formado em administração, Marcos Nunes começou sua carreira trabalhando em grandes multinacionais. Mas, apesar do conforto e estabilidade financeira que esses empregos proporcionavam, faltava-lhe algo: ele queria sentir o gostinho especial de empreender. “Eu sempre tive vontade de ser patrão”, diz.

A jornada para alcançar esse objetivo, entretanto, foi pouco ortodoxa.

Natural do interior de São Paulo, Nunes queria aprimorar seu inglês antes de se jogar no mundo dos negócios. Para isso, em 1998, ele juntou suas economias – grande parte oriunda da rescisão de seu último emprego – pegou suas malas e foi fazer um intercâmbio nos Estados Unidos.

Experiências variadas
Suas economias, entretanto, duraram poucos meses. Mesmo assim, abandonar os estudos nunca foi uma opção para o empreendedor. A alternativa foi procurar um emprego no país norte-americano. Mas em que setor focar?

Burguer (Foto: Divulgação)

Foi aí que a sua memória afetiva falou mais alto. Marcos Nunes sempre teve paixão com a gastronomia. “Desde cedo, sempre ajudei meus pais na cozinha”. Ele decidiu, então, que iria trabalhar nessa área.

O empreendedor começou de baixo, lavando pratos no restaurante da sua faculdade. “Foi uma vivência importante. Conforme eu trabalhava, eu trocava experiências com os cozinheiros”. E esse processo de aprendizado ia se repetindo, conforme trocava de emprego e experimentava coisas novas, conta o empreendedor.

Segundo Nunes, uma das suas experiências mais marcantes foi no McDonald’s. De acordo com o empreendedor, uma das coisas que mais o marcaram nesse emprego foi sua amizade com o gerente da unidade. “Aprendi muito sobre gestão com ele”. Além disso, pontos importantes da dinâmica de um restaurante puderam ser absorvidos pelo jovem.

Tacos Mexicano (Foto: Divulgação)

Mercado em potencial
Ao retornar para o Brasil, o empreendedor voltou a trabalhar para grandes empresas. Mas o desejo de abrir seu negócio persistia.

Enquanto levantava capital com seu emprego, Nunes passava seu tempo livre pesquisando oportunidades em que poderia investir. E após analisar o mercado norte-americano, ele notou uma tendência em ascensão: a das hamburguerias.

Let's Eat (Foto: Divulgação)

O ano era o de 2010 e, apesar de já ser popular nas capitais, Nunes notou que cidades do interior ainda possuíam uma grande carência deste tipo de negócio.

Além do modelo de negócios ser escasso nessas regiões, um ambiente personalizado também era algo em falta. “No interior, é sempre mais do mesmo. Dificilmente aparece algo diferente”.

Essa visão de fazer algo diferente se materializou no Let’s Eat, restaurante especializado em hambúrgueres artesanais e comida mexicana.

Foco na experiência
Nunes conta que o principal diferencial da rede é o estilo das unidades. “Nosso objetivo é porporcionar uma experiência norte-americana”. Isso engloba desde os esportes transmitidos na televisão até a decoração.

Let's Eat (Foto: Paulo Roger - Bistrô)

O cardápio, todo autoral, também possui suas particularidades, que se concentram, principalmente, no tipo de alimentos que são servidos.

A combinação de hambúrgueres artesanais com comida mexicana, segundo o empreendedor, é comum nos Estados Unidos e ajuda a acentuar as características dessa país. “A cultura americana é muito conectada com os mexicanos. Logo, esse modelo de negócios é comum por lá”, diz.

Outro benefício desta estratégia seria a variedade de pratos. Segundo Nunes, dessa forma é possível agradar “gregos e troianos”, fazendo com que grupos de gostos variados frequentem o estabelecimento.

Costelinha (Foto: Divulgação)

Atualmente, a venda de hambúrgueres corresponde a 35% do faturamento da rede.

Fonte: PEGN

Compartilhar

Últimas Notícias