A habilidade com os números está proporcionando ao estudante do Instituto Federal do Amapá (Ifap) Marcos Paulo Félix Monteiro, de 18 anos, competir pelo 2º ano na Olimpíada de Matemática Internacional da Ásia (AIMO). O jovem disputa a medalha de ouro em Tóquio, no Japão, entre os dias 2 e 6 de agosto.
O passaporte para a ida ao país da Ásia veio após Marcos conquistar bons resultados no Matemática sem Fronteiras, em 2024. No mesmo ano, Félix participou da Aimo na Coreia do Sul, conquistando a medalha de bronze.
A AIMO é uma competição individual, realizada no idioma inglês, em que participam estudantes matriculados desde o segundo ano do Ensino Fundamental à terceira série do Ensino Médio, de escolas públicas e privadas.
O estudante faz parte da delegação brasileira do evento, sendo o único representante do Amapá. Ao todo, serão 30 questões para serem resolvidas em 2 horas.
A viagem está marcada para a próxima terça-feira (29). Na bagagem, Marcos leva a expectativa de retornar ao Amapá com a conquista do ouro.
“Para esse ano estou com a expectativa muito alta, tanto pelo resultado na edição anterior, mas principalmente porque venho me esforçando. Foi um ano a mais de aprendizado e oportunidades, então estou com a expectativa bem alta de trazer essa medalha para a gente”, disse Marcos.
Ao ser questionado sobre a trajetória até a Olimpíada, o jovem relembra as horas de estudo e brinca que a matemática é tida por ele como um desafio.
“O que despertou o meu interesse pela matemática, assim como nas outras disciplinas, é a dificuldade ímpar que tem, que nem todo mundo gosta e gera até um senso de competitividade entre as pessoas que praticam: ‘eu consigo resolver mais rápido que você’ e assim a gente vai brincando e aprendendo”, destacou.
A competição garante também um certificado de indicação para universidades internacionais. O que para Márcio Prado, professor de matemática e orientador de Marcos, é mais um incentivo para o acesso à educação.
“Temos vários projetos aqui no Ifap que não se resumem aos nossos alunos. Aos sábados outros estudantes vêm para o instituto e aproveitam esse momento de conhecimento. Então a ida para a Aimo é um reflexo disso, é um dos atrativos da competição, é realmente esse certificado que dar a possibilidade de um ensino sem fronteiras”, afirmou.
Para o reitor do Ifap, Romario Silva, a ida dos alunos já é uma conquista. Ele destaca que o instituto busca explorar o estudo em diversos continentes.
“Nós precisamos formar esses cidadãos em diálogo com os desafios globais e nada melhor do que vivenciar esses espaços presenciando isso nos mais diversos continentes, até porque quando analisamos o histórico do Brasil, nós vemos que sofremos com o isolamento linguístico comparado ao cenário global. Então, dentro do Ifap, em todas as nossas unidades, nós estamos potencializando essas participações”, destacou Romaro.
Fonte: G1.
Foto: Mariana Ferreira/g1


