Gestão Emocional - O Uso Das Emoções Para Reproduzir Competência Motivacional

Gestão Emocional – O Uso Das Emoções Para Reproduzir Competência Motivacional

A falta de qualidade emocional tem sido o principal fator de conflitos no meio
corporativo – e fora dele. Por sua vez, as emoções possuem dentre as suas finalidades a
de calibrar o nível de coerência em nossa comunicação, o que tem reflexos diretos na
motivação, pois a emoção é que se encarrega de comunicar a forma como queremos, ou
não, agir.

De igual sorte, temos, a partir de uma análise etimológica, que motivação e
emoção estão intimamente ligadas, já que a primeira vem do latim
movere e a segunda
vem do latim
emovere (“e” prefixo que significa para fora + movere de movimento).
Assim, a emoção nada mais é do que um chamado a um movimento, sendo a ferramenta
nata de motivação do ser humano.

Considerando que cerca de 90% de nossas ações se dão em nível inconsciente, a
emoção adquire grande relevo, uma vez que o disparo de uma emoção ocorre
instantaneamente diante de um contexto, direcionando nosso comportamento. Dessa
forma, de nada adianta termos inúmeras competências se não conseguimos gerir os
fatores básicos de motivação interna que conduz nossas ações e reações. Ciente desse
condicionamento, sabemos que poucos são aqueles que conseguem administrar suas
emoções e tirar delas o seu melhor proveito. Já que elas tem a missão de nos auxiliar,
merecemos usufruir dos benefícios decorrente do seu bom uso.

É comum que as pessoas se retraiam diante do primeiro sinal de uma forte
emoção, o que as faz fugirem dos desafios da vida, inibindo seus potenciais e virtudes,
limitando-as nas tomadas de decisões e as impedindo de correr riscos. Estamos sujeitos
a relação de causa e efeito entre nossas emoções e nosso comportamento. Devemos e
podemos deixar de colocar a vida à disposição das emoções e passarmos a colocar as
emoções à serviço da vida. Afinal, diariamente sentimos inúmeras emoções e todas
estão aptas a nos apontar o caminho a ser seguido.

Para tanto é indispensável que tenhamos acesso à Gestão Emocional, a qual
consiste na competência de gerenciar nossas emoções em dada situação, em prol de
nosso comportamento e objetivos
. Para exercê-la é preciso conhecer as principais
emoções que vivenciamos, seus respectivos sinais e significados. É importante fazer uso
da estrutura das emoções como ferramenta de gestão, para que sejamos os senhores das
emoções, a fim de que elas trabalhem em nosso favor. Não menos importante, é preciso
saber lidar e conviver com as emoções negativas, as quais correspondem a 75% das
emoções vividas durante o dia. É a predisposição humana ao negativo.

Exercer a Gestão Emocional não nos exige que não tenhamos emoções negativas.
Antes pelo contrário, precisamos senti-las apenas o tempo suficiente para lermos o seu
sinal e tomarmos uma atitude positiva e construtiva. Geralmente, as emoções nos
ocorrem em ordem de intensidade, sendo uma precedente da outra. Assim, com a
adoção de um padrão positivo ao primeiro sinal, evitamos com que a emoção negativa
se expanda e obtemos o controle da situação. Lembre-se: é você quem está no controle!
As emoções têm uma função importante em nossa gestão pessoal, qual seja: despertarnos para uma guinada em nosso modo de agir e pensar. Se você conseguir filtrar cada emoção, poderá evitar o processo de controle emocional, pois estará agindo de forma imediata ao identificar o sinal emitido. Somente através da aquisição de um novo hábito relacionado à educação emocional é que nos conduziremos à excelência motivacional.

Nessa linha, diante de uma sociedade em que o nível de exigência extrapola a
razoabilidade, temos que o conceito de competência na seara da Administração merece
ser ampliado, já que o conhecido “CHA” não têm mais o condão de atender as
demandas atuais. Diante disso, sugere-se que o conceito seja ampliado para CHANGE
(coincidindo com o termo Mudança em Inglês), ou seja, Conhecimentos, Habilidades e
Atitudes Norteados por Gestão Emocional. Desse modo, estaremos nos alinhando às
descobertas científicas na área comportamental, que apontam, de forma segura, a
influência das emoções em nossa capacidade de gerenciar nossas competências.

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