A empresa brasileira Mombak anunciou o primeiro fechamento de seu segundo fundo destinado à restauração florestal na Amazônia. Batizado de Amazon Reforestation Fund II, o veículo tem como meta captar até US$ 150 milhões, valor equivalente a aproximadamente R$ 772 milhões pela cotação considerada pela Reuters.
O fundo também recebeu aprovação para acessar uma linha adicional de crédito de cerca de US$ 40 milhões, aproximadamente R$ 200 milhões, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com recursos do Fundo Clima. Somadas, a meta de captação e a linha de financiamento podem mobilizar perto de R$ 1 bilhão para os projetos.
O anúncio, feito durante a Semana do Clima de Nova York, inclui ainda um acordo com a Salesforce para a compra futura de créditos de remoção de carbono. A companhia passa a integrar um grupo de compradores que já reúne empresas como Microsoft, Google, McKinsey, Bain e Climeworks.
O modelo da Mombak consiste na aquisição ou no arrendamento de áreas degradadas, principalmente antigas pastagens, para a recomposição da vegetação nativa. O carbono retirado da atmosfera pelo crescimento das árvores é convertido em créditos negociados com empresas interessadas em compensar parte de suas emissões.
A companhia informou que seu primeiro fundo captou US$ 120 milhões de instituições internacionais e financiou projetos em 15 propriedades na Amazônia brasileira. Segundo a Mombak, cerca de 15 milhões de árvores já foram plantadas.
Em julho de 2026, a empresa emitiu seus primeiros créditos de reflorestamento e começou a entregá-los aos compradores mais de dois anos antes dos prazos estabelecidos nos contratos, conforme informou em seu anúncio institucional.
Apesar da referência a quase R$ 1 bilhão, o montante não representa dinheiro integralmente captado e disponível. A empresa comunicou o primeiro fechamento do novo fundo, mas não revelou o valor obtido nessa etapa. O total corresponde à combinação entre a meta de até US$ 150 milhões e a linha de crédito aprovada pelo BNDES.
A operação sinaliza a ampliação do interesse de investidores e grandes empresas pelo mercado de remoção de carbono baseado na restauração da Amazônia. Ao mesmo tempo, a escala dos projetos exigirá acompanhamento dos resultados ambientais, da permanência das florestas restauradas, da medição do carbono removido e dos efeitos econômicos e sociais nos territórios alcançados.
Fonte: Mombak.
Foto: IA


