Entre 2025 e 2029, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) vai destinar R$ 1,3 bilhão ao setor automotivo pelo programa Mover em cinco frentes de atuação: formação profissional; consultoria; pesquisa e desenvolvimento (P&D); apoio à criação de centros de competência; e parcerias internacionais para intercâmbio de pesquisadores para centros de excelência em outros países.
Do total previsto, R$ 1,25 bilhão é do Fundo Nacional de Desenvolvimento Industrial e Tecnológico (FNDIT), que funciona por meio de aportes de empresas do setor; R$ 25 milhões são do SENAI; e pelo menos R$ 25 milhões virão de contrapartida das empresas participantes dos projetos de P&D.
A meta é realizar pelo menos 1.600 consultorias gratuitas de manufatura enxuta, digitalização e pegada de carbono, formar 700 profissionais nos cursos de especialização e promover pelo menos 50 alianças entre empresas de diferentes portes, startups e instituições de ciência e tecnologia (ICTs) para o desenvolvimento de novas tecnologias.
Exemplos de projetos já desenvolvidos pelo SENAI com recursos do Mover nesse modelo de alianças empresariais são as baterias de íon lítio nacionais e os ímãs permanentes de terras raras.
“A produção de veículos eletrificados no Brasil, a redução das emissões de carbono nos processos produtivos e a nacionalização de componentes são os grandes desafios da indústria automotiva nacional. Ao conectar pesquisadores e empresas, o SENAI abre um caminho para soluções que beneficiam o setor e a sociedade como um todo”, destaca o diretor-geral do SENAI, Gustavo Leal.
O que é o Mover?
Instituído pela Lei nº 14.902/2024, o Programa Mobilidade Verde e Inovação (Mover) é a atual política industrial brasileira para desenvolvimento tecnológico e descarbonização da cadeia automotiva. O Mover sucede o Inovar-Auto (2013–2017); e o Rota 2030 – Mobilidade e Logística.
Como funciona?
Por meio do Regime de Autopeças Não Produzidas (RANP), empresas da cadeia automotiva credenciadas têm benefício tributário na importação de peças e componentes que não são produzidos no Brasil.
Para receber o benefício, as empresas precisam investir o correspondente a 2% do valor aduaneiro no Fundo Nacional de Desenvolvimento Industrial e Tecnológico (FNDIT). Os aportes são destinados aos programas prioritários de apoio ao desenvolvimento industrial e tecnológico.
De 2019 a 2023, o MDIC credenciou 7 programas prioritários, coordenados pelo SENAI (1), pela Fundep (3), pela Embrapii (1), pela Finep (1) e pelo BNDES (1).
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Fonte: Portal da Indústria.


