Feita a partir da polpa de eucalipto e faia, obtida de madeira vinda de florestas renováveis, camiseta se desintegra em 12 semanas

A trama do tecido é feita a partir da polpa de eucalipto e faia, obtida de madeira vinda de florestas renováveis (Foto: Divulgação)
A indústria da moda está entre as mais poluentes — e perdulárias. De cada cem peças fabricadas, 60 são descartadas com menos de um ano de uso. A imensa maioria vai parar em aterros sanitários e lixões.
Alguns itens podem demorar centenas de anos para se decompor. Enquanto isso, liberam gases de efeito estufa e substâncias tóxicas que contaminam o solo e o lençol freático.
Pois bem, os gêmeos Nick e Steve Tidball, fundadores da startup Vollebak, desenvolveram uma camiseta que, terminada sua vida útil, jogada em uma caixa de compostagem ou enterrada no jardim, se desintegra em 12 semanas — um pouco mais, um pouco menos, a depender do clima.
A trama do tecido é feita a partir da polpa de eucalipto e faia, obtida de madeira vinda de florestas renováveis. A tinta para estampar a camiseta vem de algas cultivadas em biorreatores.
Em contato com o ar, o pigmento natural entra em processo de oxidação, alterando a cor. “Isso faz com que você tenha uma camiseta diferente de uma semana para a outra”, diz Steve. “É o que faz cada peça ser única.”
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