Na volta às aulas presenciais, uma pesquisa nacional da Fundação Lehman mostra que, na opinião de 91% dos pais, a internet torna a escola mais atraente para os alunos. E os professores concordam.
O uso da tecnologia na volta às aulas presenciais ainda é um desafio para escolas públicas e privadas de todo o país.
Ainda não inventaram tecnologia que substitua as relações, o vínculo, o contato do professor e do aluno dentro da sala de aula. Essa é uma lição que a pandemia deixou.
Em uma escola da rede municipal na Zona Leste de São Paulo, ferramentas tecnológicas têm ajudado a diminuir a defasagem, herança dos últimos dois anos.
E numa escola particular na Zona Oeste, aluno vidrado na tela está aprendendo cálculo e raciocínio lógico.
“O jogo é matemática misturada com joguinho. Para você entender o jogo, veja a imagem e leia o enunciado. É para você jogar, se divertir, fazendo matemática”, explica Frederico Magdanelo, de 7 anos.
“Nunca mais joguei outro jogo. Só joguei esse desde que eu conheci”, completa Sebastiao Figueiroa, também de 7 anos.
Uma pesquisa nacional da Fundação Lehman mostra que a internet torna a escola mais atraente para os alunos na opinião de 91% dos pais. E os professores concordam.
“A gente, às vezes, está falando sobre um assunto, e aí vem uma dúvida, alguma personalidade que aparece, e aí a gente consegue prontamente já pesquisar e se aprofundar um pouco. Ajuda muito nas discussões, a fomentar as discussões”, afirma a professora Layla Regina.
No país, 63% dos estudantes têm acesso à banda larga, e 37% não têm.
Fica difícil se encantar pela tecnologia avançada na educação sem lembrar que ainda falta a básica: internet na casa dos alunos e nas escolas que, segundo educadores, hoje é tão importante quanto uma biblioteca. Eles dizem que, até que todas as regiões do país estejam conectadas, a tendência é que as desigualdades se aprofundem.
É o que lamenta o especialista em aprendizagem da Universidade de Columbia.
O Piauí investiu em sinal de internet gratuito. Agora, Railane pode usar a rede para estudar para o vestibular.
Fonte: G1 Jornal Nacional


