Com produção a todo vapor em Manaus, segundo lote da CFMOTO esgota em quatro minutos

Quatro minutos! Foi esse o tempo necessário para que a CFMOTO esgotasse o segundo lote de motocicletas disponibilizado ao mercado brasileiro. Foram cerca de 500 unidades reservadas em tempo recorde, um resultado que indica que a boa receptividade da marca está longe de ter sido apenas um efeito passageiro de lançamento.
O desempenho ganha ainda mais relevância se lembrarmos que o primeiro lote também surpreendeu o mercado: foram 800 motocicletas, distribuídas entre as oito concessionárias iniciais da marca no país, totalmente reservadas poucos minutos após a abertura das vendas. Em outras palavras, a procura não apenas se manteve elevada, como acelerou, reforçando a estratégia adotada pela fabricante chinesa para sua entrada no Brasil.

Mas existe um aspecto que merece atenção, especialmente para o Amazonas. As motocicletas comercializadas no país são montadas no Polo Industrial de Manaus (PIM), por meio da operação do Grupo Unique, em sistema CKD. Assim, cada lote esgotado representa também um indicativo positivo para a atividade industrial instalada na Zona Franca de Manaus (ZFM).

O que observamos é uma concorrência cada vez maior no segmento, impulsionada por fabricantes chinesas que chegam ao Brasil com força total. Essa concorrência também pode ser analisada sob outro ângulo: novas marcas globais passaram a enxergar o país não apenas como mercado consumidor, mas como plataforma de produção. E, nesse cenário, Manaus continua sendo a principal porta de entrada da indústria de duas rodas, reunindo uma cadeia consolidada de fornecedores, mão de obra especializada e experiência acumulada na manufatura de motocicletas.

Outro aspecto interessante é a mudança no comportamento do consumidor brasileiro. Marcas asiáticas que, até pouco tempo, eram pouco conhecidas passaram a disputar espaço com fabricantes tradicionais ao combinar tecnologia embarcada, preços competitivos, garantia estendida e um portfólio voltado a nichos em expansão. A velocidade com que os dois primeiros lotes foram comercializados sugere que o mercado está mais aberto a novas opções do que há alguns anos, quando se reservava às marcas mais tradicionais.

Enquanto a CFMOTO prepara a expansão da rede de concessionárias, incluindo Manaus, o desempenho comercial reafirma um sinal importante para a indústria: quando uma nova marca consegue transformar expectativa em vendas praticamente instantâneas, quem também ganha protagonismo é a base industrial que sustenta essa operação. E, neste caso, ela está instalada no PIM, que segue a toda velocidade incrementando a indústria de duas rodas.

Cristina Monte é jornalista, colunista e analista de negócios, especializada na cobertura de indústria, inovação e desenvolvimento econômico na Amazônia.

FOTO/DIVULGAÇÃO – CFMOTO

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