DB investe R$ 50 milhões no Manoa e aposta na Zona Norte como novo território do atacarejo

O Grupo DB inaugurou nesta sexta-feira (30) sua sétima unidade no formato Atacado e Varejo, no bairro Manoa, Zona Norte de Manaus. A loja, aberta em 2006 como supermercado, passou por obras desde abril e voltou com mais de 6 mil m², sendo cerca de 4 mil m² de área ampliada. O aporte foi de R$ 50 milhões, dos quais R$ 20 milhões em estoque.

A estrutura reúne açougue, tambaqueria, mercearia, padaria própria, estacionamento coberto e climatização em torno de 23°C, um diferencial numa cidade de calor intenso. Há também vagas para pessoas com deficiência e para pessoas com TEA. O cliente pode parcelar em até três vezes sem juros no Cartão DB e em outros cartões elegíveis. A agência da Caixa Econômica Federal dentro da loja deve reabrir na primeira semana de novembro.

O impacto vai além da prateleira. A obra mobilizou cerca de 500 empregos diretos e indiretos, e a operação abre mais de 150 vagas. A proposta é atender famílias e também pequenos comerciantes, como verdureiros, donos de mercadinhos e restaurantes, de bairros que vão do Manoa à Colônia Santo Antônio, do Terra Nova ao Novo Israel e da Cidade Nova à Nova Cidade. Para quem vive nessas áreas, a promessa é comprar perto de casa, sem precisar atravessar a cidade em busca de preço melhor.

E a concorrência?

O movimento do DB acontece num mercado cada vez mais disputado. Em Manaus, o consumidor já circula entre Assaí, Atacadão, Carrefour e Nova Era, além de redes locais como Vitória, segundo levantamento de preços da Prefeitura para a ceia de Natal de 2025. O Assaí, por exemplo, inaugurou em 2024 a quarta unidade e um centro de distribuição na cidade. O Grupo Natan inaugurou a 7ª unidade em Manaus, no bairro Dom Pedro, e o Grupo Queiroz reinaugurou sua 18ª loja na capital, na Avenida Camapuã, no bairro Cidade Nova. O Grupo Nova Era, por sua vez, lançou em Manaus a bandeira de mercado de vizinhança “Barato e Pronto”.

A leitura é que as redes estão indo atrás do consumidor onde ele mora. O DB já tinha uma loja consolidada na Zona Norte e, em vez de abrir um ponto novo, optou por transformar a existente, o que reduz risco e aproveita a clientela fiel. Em abril, a unidade do Nova Cidade, na mesma região, também foi reinaugurada no modelo atacado e varejo.

O que isso significa para Manaus

Mais concorrência tende a significar mais promoção, mais formas de pagamento e preços mais atentos, principalmente para quem compra em volume. Para o pequeno comerciante, ter um atacarejo próximo pode reduzir custo e tempo de abastecimento. Para a cidade, são empregos e um sinal de que a Zona Norte, uma das áreas mais populosas da capital, ganhou peso no planejamento das grandes redes.

FONTE/REDAÇÃO
FOTO/DIVULGAÇÃO – DB

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