(*) Elany Marcelino
(*) Josefa Santana
De acordo com o José Moran, (2015) a educação sempre foi híbrida, porque vivemos numa sociedade contraditória, híbrida decorrente de pessoas em constantes formações.
O ensino é híbrido por não ser estável, limitado, mais abrangente, pois o aprendizado acontece de diferentes formas: no fracasso, ou no sucesso, aprendizes e mestres, consumidores e produtores de informações. O ensino híbrido oportuniza integrar áreas diferentes, alunos diferentes e espaços e tempos diferentes a fim de que todos consigam desenvolver seu potencial.
Cabe às instituições atentar para as mudanças atuais. Por um lado, temos a mudança progressiva, priorizando o envolvimento maior do aluno através de metodologias ativas em que cada um aprenda no seu ritmo. Em contrapartida, temos um modelo mais inovador, onde cada aluno aprende no seu ritmo e suas necessidades, aprende com seus pares sendo supervisionado e orientado por um professor num espaço para além da escola.
O ensino híbrido deve incluir um projeto que disponibilize um mentor a cada aluno, acompanhando seu progresso passo a passo, considerando o seu cotidiano e suas perspectivas futuras.
A motivação para a aprendizagem poderá ser intrínseca ou extrínseca. Na intrínseca a pessoa não carece de controle externo, de punição ou prêmio. Enquanto na extrínseca o aluno depende de reforços externos, motivações e renumeração. (BRITO,1989)
Quando o aluno é motivado, se alguma coisa faz sentido ou é socialmente relevante para ele, isso significa que a aprendizagem foi significativa. Partindo deste pressuposto, se queremos alunos produtivos temos que adotar metodologias com atividades oportunizando situações reais vivenciadas por eles e que atendam alunos diferentes com ritmos diferentes; prevendo o equilíbrio entre o tempo de aprendizagens em que cada um aprende sozinhos enquanto outros precisam dos demais.
Vivemos numa época em que no espaço é estendido, uma sala de aula ampliada que se mescla hibridiza constantemente. A educação formal é cada vez mais blended, misturada, híbrida, pois abrange vários contextos físicos incluindo os digitais. Essas mudanças despertam em nós educadores um novo olhar, novas reflexões e planejamentos em nosso fazer pedagógico. Descentralizando o ensino oferecendo propostas mais horizontais.
Porém, essas mudanças não dependem só de elaboração de currículos, metodologias, tecnologias. Vai bem além. Tais mudanças trazem arraigadas, valores em saber conviver e trabalhar juntas, práticas e teoria, por uma complementar a outra, com modelos relevantes e necessários no ensino híbrido de educação.
(*) Elany Marcelino Goulart e Josefa dos Santos Santana são professoras da Rede Municipal de Educação.
Fonte: A Tribuna


