Quem ai nunca se deparou com um profissional 50+ contando que na entrevista, ouviu do recrutador que seu perfil era muito bom, porém, experiente demais para a posição?
A partir dai, surgem vários questionamentos na cabeça do candidato, levando-os até mesmo a duvidar de sua capacidade de conseguir uma nova oportunidade nos tempos atuais do mercado.
Mas por que os profissionais experientes encontram tantas barreiras no processo de recolocação? Podemos levantar aqui duas vertentes importantes:
Primeiro: a ausência de reciclagem profissional, que em muitos dos casos que presencio acontece porque o profissional vem de uma trajetória longa dentro de uma única organização e esquece de acompanhar o mercado, focando 100% no fortalecimento dos resultados da marca empregadora atual. O que em alguns casos gera até mesmo a troca deste empregado por outro que esteja atualizado com as novas demandas do mercado.
Claro que a reciclagem profissional é indispensável na carreira, mas, por exemplo, utilizar-se de argumentos como “aposentaria próxima” para deixar de contratar um candidato não é válido num país onde, segundo o IBGE, a população idosa superou a marca dos 30,2 milhões em 2017, o que sinaliza que nossa população está envelhecendo; sem contar que o tempo de contribuição aumentou com a reforma da Previdência, ou seja, os brasileiros vão precisar trabalhar por mais tempo, o que reforça a importância de empresas mudarem a maneira como olham para os profissionais maduros.
As corporações que já estão com essa política em andamento se beneficiam das vantagens que a contratação de pessoas experientes trazem, tais como poder contar com profissionais experientes na área, que não requerem um treinamento do zero, que entendem o que a empresa espera deles, não cometem erros de novatos, permanecem mais tempo no emprego, têm uma visão holística do mercado, um conhecimento prático sólido, dentre outos pontos positivos.
Organizações inteligentes abraçam os talentos maduros. Profissionais inteligentes se reciclam para receber este abraço.
Autor: Paulo Augustinho
Fonte: Administradores


