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Coluna Mais Negócios – De olho nas indústrias, NeoPower traz recarga ultrarrápida para Manaus

A transformação da mobilidade também começa a ganhar força na região Norte. Manaus já ultrapassa a marca de 7,6 mil veículos eletrificados em circulação e lidera o segmento na região, segundo dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). O crescimento chega a 169% em relação a 2024, impulsionado por consumidores que buscam economia, sustentabilidade e novas alternativas de transporte. Esse avanço também começa a movimentar novos negócios ligados à infraestrutura de recarga em Manaus. De olho nesse mercado, a NeoPower vem ampliando sua operação na capital amazonense e inaugurou uma nova estação no Studio 5 Centro de Convenções, na Zona Sul de Manaus. O espaço conta com carregador de 120 kW, apontado como o mais potente em funcionamento dentro de um shopping center no Amazonas. Segundo Fábio de Souza Lima, engenheiro eletricista, fundador e diretor técnico da NeoPower, a empresa aposta na construção de um novo ecossistema de mobilidade elétrica na região. “A NeoPower já possui 11 operações em Manaus e segue expandindo sua rede de eletropostos estrategicamente pela cidade. Nosso objetivo é construir um ecossistema completo de mobilidade elétrica na Região Norte”, afirma. A localização próxima ao Distrito Industrial também reforça uma tendência observada no setor: a aproximação da eletromobilidade com empresas, logística e operações corporativas, além do público em geral que circula pelo entorno. Para Fábio, Manaus tem potencial para assumir papel estratégico nessa transformação. “A Região Norte tem um enorme potencial para a eletromobilidade, e Manaus vem se posicionando como uma cidade estratégica nesse movimento de inovação e sustentabilidade”, avalia. A empresa já planeja novos pontos em áreas de grande circulação, como Djalma Batista, Parque 10, Ponta Negra e Crespo, além de estudar a criação de ‘eletrovias’ para conectar municípios amazonenses e outros estados da região. O avanço também abre espaço para uma discussão dentro do Polo Industrial de Manaus (PIM), especialmente diante da busca das empresas por soluções mais eficientes e redução de custos operacionais. “Existe um movimento crescente do setor corporativo em direção à mobilidade elétrica e à infraestrutura de recarga inteligente. Acredito que nos próximos anos teremos uma mudança de frota significativa”, destaca. Para o executivo, a ampliação da infraestrutura será decisiva para acelerar essa mudança. “A eletromobilidade deixará de ser tendência para se tornar realidade no cotidiano das cidades”, conclui.   Amazon, Microsoft e Google aceleram corrida por data centers mais eficientes e sustentáveis    Com o crescimento do uso da inteligência artificial (IA), vem aumentando a demanda mundial por chips, capacidade de processamento e grandes estruturas digitais. Mas, nos bastidores dessa revolução tecnológica, o outro lado dessa expansão, significa repensar como sustentar esse crescimento com menor impacto sobre recursos naturais. A Amazon Web Services (AWS) anunciou que seus data centers alcançaram um nível de eficiência hídrica sete vezes superior à média da indústria. O avanço é resultado da combinação de tecnologias de refrigeração mais eficientes, monitoramento em tempo real, inteligência operacional e estratégias para reduzir o consumo de água nas estruturas responsáveis por manter funcionando serviços digitais, computação em nuvem e aplicações de IA. Mas, essa preocupação já mobiliza outras empresas globais de tecnologia. Com servidores cada vez mais potentes para atender à IA, os data centers passaram a exigir novas soluções de engenharia para equilibrar desempenho, consumo energético e sustentabilidade. A Microsoft, por exemplo, vem desenvolvendo novas gerações de data centers com sistemas de resfriamento líquido em circuito fechado, buscando reduzir a necessidade de água nos processos de refrigeração. O Google também tem investido em gestão inteligente do uso da água, tecnologias de resfriamento e projetos de reposição hídrica nas regiões onde opera suas estruturas digitais. Já a Meta ampliou iniciativas voltadas à eficiência operacional e restauração de recursos hídricos associados à expansão da sua infraestrutura tecnológica. Na nova economia digital, inovação também será medida pela capacidade de fazer mais utilizando menos recursos.   Com aval da Suframa, UCB Power coloca Manaus na rota das tecnologias de armazenamento de energia    Nem todas as grandes transformações industriais aparecem diretamente para o consumidor final. Muitas delas acontecem nos bastidores, por meio de componentes e tecnologias cada vez mais estratégicas, como é o caso das baterias de nova geração, que deixaram de ser apenas fontes de energia para equipamentos e passaram a ocupar um papel essencial em áreas como mobilidade elétrica, telecomunicações, data centers, energias renováveis e sistemas industriais inteligentes. É nesse contexto que a UCB Power, empresa com mais de duas décadas de atuação no Polo Industrial de Manaus (PIM), avança em uma nova etapa da sua estratégia tecnológica. A companhia recebeu autorização da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) para fabricar, com incentivos da Zona Franca de Manaus (ZFM), sistemas de armazenamento de energia elétrica baseados em baterias de íons de lítio. A aprovação representa um passo importante para ampliar a participação da indústria amazonense em uma cadeia que vem ganhando relevância mundial.

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Coluna Mais Negócios – Whirlpool acelera a era das casas inteligentes com nova linha de produção de indução em Manaus

A tradicional ‘linha branca’ está se transformando em uma linha tecnológica, conectada e altamente eficiente. E o Polo Industrial de Manaus (PIM) está no centro dessa transição. A Whirlpool, detentora das marcas Brastemp, Consul e KitchenAid, acaba de confirmar uma expansão histórica em sua unidade no Amazonas: o início da produção nacional de cooktops de indução a partir do segundo semestre de 2026. A chegada dessa nova categoria representa um salto tecnológico para o parque industrial da região. Diferente dos fogões tradicionais, a tecnologia de indução utiliza ondas eletromagnéticas para aquecer diretamente as panelas, exigindo componentes eletrônicos complexos e alta precisão fabril, uma expertise que o PIM domina como poucos no país. “Já temos a aprovação para iniciar a produção de cooktops de indução na nossa operação de Manaus. A previsão é que essa nova família de produtos comece a rodar entre agosto e setembro”, revela Luciano Garcia, diretor-executivo da planta da Whirlpool em Manaus. Com 34 anos de história no Amazonas, a unidade, que já é o coração produtivo de ar-condicionado, micro-ondas e lava-louças, agora assume o papel de acelerar a era das ‘smart homes’ (casas inteligentes) no Brasil. A aposta na indução acompanha uma mudança profunda no comportamento do consumidor, que hoje prioriza eficiência energética, segurança e conectividade na cozinha. Para viabilizar saltos tecnológicos como este e manter suas linhas flexíveis e modernas, a Whirlpool investe anualmente mais de R$ 500 milhões em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) e modernização fabril no país. Essa estrutura robusta também serve como uma barreira competitiva estratégica contra o avanço de concorrentes asiáticos, apostando na produção nacional e no conhecimento profundo do mercado local, a companhia ouve cerca de 300 mil consumidores por ano para desenhar suas inovações. A nova linha de indução também se alinha diretamente com as metas ambientais da companhia. A fábrica de Manaus opera integralmente com energia limpa certificada e abriga o Centro de Eficiência Energética da Amazônia (CEEA), inaugurado em 2022. Produzir equipamentos que consomem menos energia, dentro de uma matriz limpa, fecha o ciclo da sustentabilidade industrial. Para Luciano Garcia, a nova disputa do setor fundiu manufatura e tecnologia de forma definitiva. “As duas coisas são inseparáveis. O nosso grande diferencial é manter o ecossistema de inovação conectado ao parque industrial”, destaca o executivo, reforçando o papel da Zona Franca de Manaus como pilar para a atração desses investimentos de ponta. A chegada dos cooktops de indução sintetiza o futuro do PIM: um modelo que deixa de ser prioritariamente focado em montagem de grandes volumes para se consolidar como um polo de engenharia avançada, gerando tecnologia que dita o ritmo das casas do amanhã.     Vitória expande operação e Rodrigues aposta em novos segmentos A aquisição de cinco unidades e do centro de distribuição da tradicional rede Rodrigues pelo Vitória Supermercados mostra diferentes estratégias para crescer no mercado, seguindo uma tendência nacional de busca por escala, eficiência operacional e fortalecimento regional. Segundo a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), o setor supermercadista brasileiro movimentou mais de R$ 1 trilhão em 2024, representando cerca de 9% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, reforçando a importância e a competitividade desse mercado. Nesse cenário, o Vitória amplia presença em um segmento onde logística, negociação com fornecedores, tecnologia e capacidade de distribuição têm peso cada vez maior. Já o Grupo Rodrigues segue uma estratégia observada em empresas familiares consolidadas: reorganização de portfólio e diversificação dos negócios. Após décadas no varejo alimentar, o grupo direciona investimentos (e esforços) para novas frentes, incluindo móveis, eletrodomésticos e soluções industriais, como o segmento de EPS (poliestireno expandido).   Zilia Technologies aproxima PIM da nova corrida global dos semicondutores    A Zilia Technologies acaba de levantar investimento na casa dos R$ 143,3 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por meio do programa ‘BNDES Mais Inovação’, voltado à modernização industrial, pesquisa e desenvolvimento (P&D) e novos equipamentos na unidade de Atibaia (SP). Mesmo com o novo aporte concentrado na operação da fábrica instalada no interior de São Paulo, esse investimento reforça a estratégia integrada da companhia, que também possui presença no Polo Industrial de Manaus (PIM), onde atua na fabricação de dispositivos eletrônicos baseados em semicondutores. A evolução da Zilia acontece em um momento em que a indústria mundial busca maior domínio sobre tecnologias críticas. Para Manaus, a presença de empresas inseridas nessa cadeia representa uma oportunidade de avançar em segmentos de maior valor agregado, conectados à inteligência artificial, internet das coisas (IoT), eletrônicos avançados e Indústria 4.0. Agora, depois de consolidar uma das maiores bases industriais do país, o desafio do PIM passa cada vez mais por ampliar sua participação nas tecnologias que estarão no centro dos produtos do futuro, e esse investimento é um ponto importante pra essa escalada.   5G avança na Amazônia e pode acelerar novos negócios na região A conectividade, considerada uma das principais barreiras para o desenvolvimento econômico da Amazônia, começa a ganhar um novo desenho. A Amazônia 5G prepara a inauguração de 130 torres na Região Norte, ampliando a infraestrutura digital em um território onde distância e logística ainda representam grandes desafios.

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