Empresas de tecnologia investem em acessórios de olho na receita

Estratégia é uma das apostas de gigantes como a Apple

As principais empresas de tecnologia do mundo estão investindo pesado em seus acessórios. A americana Apple, dona do iPhone, investe, através da iPlace, maior revendora da companhia no país, em uma linha de produtos inspiradas em cidades do Brasil como o Rio de Janeiro. Estratégia semelhante é seguida por concorrentes como Huawei, Samsung, LG, Positivo e Multilaser.

O conjunto de produtos incluem pulseiras para o Apple Watch, baterias e carregadores, além de cabos, adaptadores e capas. Também faz paere da estratégia o lançamento de mochilas. Além do Rio, São Paulo, Fernando de Noronha, Belo Horizonte, Fortaleza e Florianópolis ganharam seus próprios produtos específicos. A estratégia, dizem especialistas, ajuda a impulsionar as vendas até de celulares e relógios.

O investimento da Apple e sua rede de revendedores não é em vão. Os acessórios, grupo inclui ainda itens para casa e relógios, registraram alta de 36% no último trimestre e já somam quase 11% do faturamento da gigante americana, que tem no iPhone quase metade de sua receita. Para especialistas, o lançamento de capas, baterias e acessórios em geral é uma das estratégias principais da companhia ao lado da criação de “serviços”, como os serviços de streaming, que já somam 12,7% da receita e teve avanço de 17,5% no último trimestre de 2019.

-Essa é uma das principais indutores de crescimento hoje das companhais de tecnologia. Vemos todos os grandes principais nomes da indústria fazendo esse tipo de iniciativa, selando parceria com empresas de moda e até de super heróis – disse Claudia Hernandes, professora da Uerj.

A Multilaser, fabricante de celulares e tablets,  investe em baterias e nobreaks. São mais de 40 itens. O objetivo, segundo Cláudio Defensor, Gerente Nacional de Vendas da empresa, é trazer mais soluções aos consumidores. Além disso, a empresa acaba de criar novos roteadores e fones de ouvidos. A Samsung, por exemplo, conta com capas com display de led na parte traseira permitindo que informações do aparelho sejam consultadas sem que o usuário precise virar o aparelho na parte frontal.

– Estamos em um momento em que não basta vender celular. O consumidor quer um algo a mais, quer estilo. E isso é uma ótima opção de receita para as empresas, que vem a cada temporada criando diversas opções de produtos – afirmou o consultor de varejo Antonio Carvalho. – Como as tradicionais lojinhas de acessórios começaram a crescer, os próprios fabricantes viram nesse segmento uma opção de lucro fantástica.

Fonte: O Globo

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