PPB: Polo Industrial de Manaus agora pode escolher marca de compressor

Aumentar em 12% a capacidade de produção do Polo Industrial de Manaus é a intenção da Portaria MDIC/MCTI nº 156, que flexibiliza o fornecimento de compressores inverter para a fabricação de aparelhos de ar-condicionado split e multi-split montados no PIM.

Tal incremento é esperado com o fim da dependência de um único fornecedor – como até aqui ocorria – , para assegurar o índice de nacionalização que dá direito a incentivos fiscais, segundo o Processo Produtivo Básico.

Na prática, ao invés da restrição anterior, o PPB passa a ter um sistema de pontos, podendo as montadoras de splits escolher quais etapas ou componentes nacionalizar para atingir a meta mínima.

Com isso, a importação de compressores, sobretudo os inverter, torna-se permitida, sempre que a produção local for insuficiente para suprir o mercado interno, que vem crescendo ano a ano.

Além de aproveitar melhor as ondas de calor, estando mais bem abastecidas de compressores, as empresas do PIM comemoram outros ganhos a serem trazidos por essa mudança.

Dentre eles, um maior poder de negociação com os fornecedores, risco reduzido de paralisação de linhas, produtos mais competitivos e menores prazos de entrega.

O que é o PPB?

O Processo Produtivo Básico é um conjunto de etapas mínimas de industrialização que produtos fabricados na Zona Franca de Manaus devem cumprir para ter direito a incentivos fiscais extras.

Estabelecido em conjunto pelos Ministérios do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o PPB garante que haja efetiva agregação de valor industrial na região.

Seu objetivo é incrementar o Polo Industrial de Manaus, que alguns definem como pouco eficaz ao promover o que dele se esperava quando de sua criação, em 1967.

Já o PPB surgiu em 1991, justamente para aprimorar propostas iniciais do PIM e abrir novas possibilidades de desenvolvimento, geração de empregos, atração de Investimentos, evolução tecnológica e fortalecimento da cadeia produtiva.

Ao mesmo tempo, setores que orbitam a área eletroeletrônica também só teriam a ganhar com esse projeto originariamente voltado ao crescimento de toda a região amazônica.

Quanto às regras para uma indústria se beneficiar do PPB estão a obediência a percentuais mínimos de nacionalização de componentes – justamente o cerne da questão atual -, assim como às especificações técnicas determinadas para cada insumo e rígida observação aos requisitos de controle de qualidade.

Fonte: Blog do Frio.

Foto: Pauta Fotográfica

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